quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ser Cult

Cara, ser cult
é como andar de bicicleta
Nunca se esquece como

Porem, ser cult
é como jogar futebol
é preciso praticar, sempre

O bom, é que sendo cult
Você nunca está fora de moda
Dará, lá as suas voltas

Na verdade, Sendo cult
Você cria moda, como os negros
Encanta o mundo e seus passageiros

Cara, ser cult
é ter a mente ao improvável, aberta
Como um Beatle Negro que joga futebol de bicicleta

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ana Paula

Muito mais do que seus olhos podem ver
em um primeiro momento pode até parecer
Parecer o que não é... o que nunca será
Um olhar d'alma se faz necessário para mostrar
Que em uma mão, a genialidade dramática
Que na segunda mão, a imortalidade poética
E que na feição, uma humanidade cinética
Tão simples... tão compreensível
Que no final faz confundir com o insensível
Já vi o que deveria ver
Já escutei o que deveria escutar
Já entendi o que deveria entender
Eu vi além do que seus olhos teimam em inventar
Se você não entende, embreagado está
Se você nunca percebeu, ignorante é
Se você nunca se apaixonou, sem coração se reconhecerá
Ana Paula, não é para ser olhada
Você deve sentir o que seus olhos não veem
Você tem que tocar, escutar, observar...
Para que no final você possa finalmente entender
Que a Ana Paula é muito mais do que você um dia vai poder ver
(Diego Menezes).

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Terê de Cuba

Para onde for a tua beleza,
Leva consigo a nossa profundidade,
Leve, leva e lava Tereza.
pois destes passos precisam a humanidade

e o ritmo que jazzea este compasso
é o ritmo dos que foram calados,
pois nesta marcha tua Tereza, como na poesia,
sol e lua se sabem companhia.

É a consciência ganhando solidez
E o homem percebe aos poucos
E também de uma só vez,
Que o mundo grita, muito rouco

5Louco e rouco mundo
Mudo mundo.
Rouco e louco
Louco e rouco mundo
Mudo mundo,
rouco e louco.

Pois sigo teus passos Tereza
Estejas tu, onde estiveres
E cá e lá não calo e canto
Toco poesia na flauta,
Escrevo no tampo do violão,
Batuco no ar a alegria,
Solfejo na memória uma canção,
Porque um dia será que a fantasia
redundará em transformação
e deste nosso tempo sobrará senão a nostalgia
pois é chegada a hora...

rouco e louco mundo
mudo mundo rouco e louco

sábado, 30 de maio de 2009

Poeteiria

oh minha bronha
meu objeto punhetil
meu idilio infantil
sou eu quem te sonha
oh minha bronha!

oh meu amor
meu produto de lascidão
fruto da minha solidão
quanta dor quanta dor
sou eu e minha mão
és tu, meu amor.

E deste ardor se revela o anil
mesmo que, momentâneo, prazer pueril
é de fato mui estranho, senão senil
fazer sexo tântrico com meu pau Brasil.

sexta-feira, 24 de abril de 2009


Os anos de Ana

Ela dança e com ela gira o mundo
Sorri um sorriso sonoro e profundo
Ela arde e nisto o sol se alimenta
Ela sabe, e da sua verdade lenta,
O mundo se apressa pois
Todo ano no mesmo dia
( não pode deixar pra depois)
Mistura felicidade e nostalgia
Tudo no dia 24 de abril,
Luta e vitória, perdas e bens..

E lembro-te, hoje é teu dia
E já te tornas o que ontem ninguém viu
É assim o dia , a semana e o cosmos
O ano que vai e o ano que vem
Desejo-te, minha amiga,
os meus sinceros parabéns!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Soneto Diante da Loucura

Que
Louca
É
Solta
Pensamento
Foge
Momento

Insanidade
Não
Vaidade
São
Qualidade
Sim
Novidade
Fim

(Gabriele Teixeira)

segunda-feira, 16 de março de 2009

poesias pra ser rosa!

Amarte

(SambatrashrockandrollllllllllllllllllllllllllllllllllllLánacasadavovó)

Sempre sei que há de chegar,
ao longe percebo o teu anunciar,
estremeço minhas pernas, ,esmoreço,
com o coração invadido, eu que mereço,
o teu olhar enternecido, o teu apreço,
o teu cheiro encrudelecido, tudo isso eu vejo
e aumenta o meu desejo por um beijo teu.

E tu te aproximas,
o teu cheiro me sublima,
teu ocre perfume eu me sinto
melhor que em onda de absinto
odor de um dia de cansaço:

Do sovaco emana o sanhaço
da tua boca a baba me atinge
lançada longe num pigarro
lembro logo do cigarro
e do teu bafo de cinzeiro.

No beijo me recordo da tua aranha,
pois teu grande lábio me arranha
me emociono e num soluço
vejo que não raspaste o buço;
Toda rosa tem seus espinhos!
Além disso há os teus cravinhos
Bem espalhados pela testa,
lembro bem como é a festa
quando resolve espremê-los
e pontos brancos sujam o espelho.

Como numa abrupta erupção
sinto teus vapores e tremores
odores de uma paixão!
Você é o todo da minha parte,
pois minha alma pé-no-chão,
não resiste a tua arte,
que sabe certo qual o caminho para
me levares a (a)marte.

Há Ana!

A própria idade
dos homens
aprisiona,
a propriedade
apropria - ter...


desapego e imensidão!

Eu me amo como a Clarissa me vê.

(♪) "O homem mais forte do planeta
Tórax de Superman
Tórax de Superman
E coração de poeta" (♪)

Por que esse trecho da música ?
Porque sem seus conselhos e ideias, não sei o que seria de mim, você é minha super moça.
E o "coração de poeta", nem preciso explicar o porquê né ? ! ;)
Por que essa música ? O nome dela : "A Bela e a Fera"
E o compositor ? O mestre, O cara ... Chico Buarque

P.S.: Eu te amo.

(Clarissa Macedo)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sem mais delongas...

Nada de meias palavras ou palavras demais.
Às 28 voltas ao redor do Sol completadas por ele!

Sem mais delongas...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Entropia


Do branco o preto fica.
Do escuro o escorrego.
Do reggae a dança louca.
Do louco a pouca fumaça
do trago que tu me levas.
Da levada que vá dá ao sol
Do sol, só lhe dão o que se perde,
onde o que se perde se guarda
e o que se guarda se esquece
quando a memória ganha: branco...

Do branco o preto fica.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Tudo que há (ar).

'E se, por um momento, somente o desejo importar?
E se, apenas num segundo, tal desejo valer mais do que a eternidade do (amar) aprisionar?

Pois então, salve tudo!
Salve o mundo também!

Desssa doença encardida
Que é o homem acreditar que possui algo
Quando nasce da porra
E termina como adubo
(Ou comida de minhoca)'

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Um dia em fast ante














I

Um dia enfastiante. Os resultados da bolsa naquela tarde não foram nada animadores, a reunião com os sócios de sua empresa inviabilizava qualquer alternativa que não a insolvência dos negócios no ramo do comércio varejista e, para completar, os gazes ainda lhe incomodavam desde o almoço. Saía as 19:00, geralmente, já eram 21:30 e os papéis que se acumulava sobre sua mesa indicavam um dia de trabalho incompleto. Em casa, a situação não era boa também, o pedido de divórcio de sua esposa fora julgado com ganho de causa para ela, devia-lha mensalmente polpuda renda. A solidão reinava naquele garboso e espaçado apartamento. As crianças sofriam. A menina mais velha, muito apegada a mãe, carregava todo o rancor do matrimonio mal resolvido que a ex - esposa exalava. Costumeiramente, olhava para o pai com aquele desdém que só esposas e filhas conseguem fazer e que atingem em cheio a moral de um homem, i’nda mais quando este fragilizado está. A cabeça lhe doía, o corpo - acostumado àquela cotidiana poltrona - também reclamava dos excessos, estava sozinho por que sempre aprouvera -lhe muito mais os frutos de sua empresa do que de sua família. Supunha, embasado no pensamento liberal, que o melhor por fazer era trabalhar, trabalhar, trabalhar e depois a felicidade viria a reboque. Dos dinheiros, adquiriu uma frieza quase impenetrável, parecia fazer negócios até com a mulher (agora ex), não raro fosse recriminado por esta mania de sempre barganhar. Contudo, aquilo que sempre constituiu o alvo magnânimo das suas atenções estava, a passos largos, definhando: gradativamente seus negócios ruíam, à crise pessoal assomava-se o drama empresarial. Necessitava de descanso, ar, pensamentos vagos, abstrações. Decidiu-se, embora não fosse este seu costume, ir embora do escritório, mesmo sabendo que amanhã já poderia ser tarde demais. Aquela decisão, aparentemente impensada, na verdade surgia de uma ruptura muito grande com valores já constituídos seus, beirava aos cinqüenta, percebera o tempo passando ao largo de sua vida, naquele momento mudavam suas prioridades, a partir de então iria valorizar mais a sua satisfação, os seus desejos e impulsos, vontades e sensações, coisas tão bem reprimidas pelo capitalismo e canalizadas para o malfadado mercado de trabalho, segundo nos sugere Reich.Teve, pela primeira vez, vontade de voltar a ser jovem. Pegou seu paletó da cadeira e desligou o computador num acesso de cliques renitentes, tictictictic, clicava em tudo que aparecia, em movimentos autômatos e apressados, como um roqueiro que é obrigado a tocar samba. A luz do escritório nem se preocupou em apagar; tlumc, a porta foi fechada; pin: seta para baixo acende, a porta abre-se; tiiiiiiiiii, avisa o sensor que há algo no vão da porta, brummmmm, põe-se a descer o elevador, sua fronte carregava uma leveza que quem o visse jurava que fosse butox, desconfiança dos nossos tempos. Estava realmente mais jovial. Apressado, apertou o passo em direção ao seu automóvel, um dos poucos que ainda restavam naqueles cinco andares de estacionamentos do prédio comercial. Vrum, ligou o carro; cantou pneu, num som irreproduzível por ajuntamento de letras, já ia descendo aquela rampa, pé solta os pedais, o carro descia de acordo com o seno do ângulo que o declive formava com o chão, numa breve lembrança da cinética do extinto segundo grau. Foi num piscar de olhos e num leve toque no acelerador - impulso incontrolável ao ver o portão para a rua escancarado: liberdade!! foi o que ele pensou, assim - acabou por sair da garagem

II

Perto dali, numa rua mal iluminada, a velhinha passava calmamente, mais por conta de sua idade onde a paciência e a serenidade já são atributos adquiridos, do que pelas circunstâncias em si. O pouco movimento de carros tornava o lugar mais lúgubre ainda. Das sombras, salta um vulto negro, de alcunha social definida: meliante, e com toda habilidade de um prestidigitador que é, leva a bolsa cuja alça se dependurava nos ombros da indefesa senhora; os gritos roucos dela, não foram mais longes do que as ágeis pernas do batedor que, à galope, e conhecendo o terreno, some em pouco. Era o seu dinheiro do remédio, furtado havia sido, precisava dele todo o mês, já não eram poucas as doenças que aquela alta idade acumulava. Seu sofrimento calado passou desapercebido pela insensibilidade alheia generalizada, foi tirada por charlatã quando tentou contar a situação para um jovem casal de enamorados passantes, nem mais o amor é capaz de amolecer os nossos corações em dias de hoje: “mais uma querendo algum fácil, querida”, teria dito o rapaz a sua bela quando se afastavam dali. O batedor, agora mais calmo e sem o gorro (já tinha efetuado a limpa!) por precaução - e por que não? - uma certa dose de sadismo, descartou a bolsa da senhora num aflúvio acimentado que cortava a rua em duas. Ia pela calçada contando o dinheiro da ação, distraidamente; aquele pipipi e o pisca-pisca amarelo não foram suficientes para lhe chamarem a atenção: ali havia uma garagem e um carro que saia. Tum!!!!

III
Imagens. Um carro freando brusca e inutilmente, um corpo sendo lançado ao longe, um mendigo vendo tudo que se levanta.
O empresário sai do carro atabalhoadamente, que má forma de começar uma nova vida, se alguma outra deveria de acabar seria a sua própria anterior e não a de um transeunte qualquer. Depara-se ele, além da mancha de sangue e algumas notas espalhadas no chão, com o fétido exalado daquele corpo mendicante, coberto de manchas sujas, ao se movimentar. O mendigo parece olhar-lhe nos olhos e vir em sua direção, impressão esta desfeita momentaneamente quando o indigente bruscamente se agacha, parece num giro de dança, e passa a catar algumas das cédulas caídas, muitas não lhe despertam a cobiça, só aquelas necessárias para alguns dias de comida e cachaça. Ele se levanta e em cada gesto brusco reforça-se a desagradável sensação de latrina odorífera ambulante, tornando, então, a caminhar em direção ao exasperado empresário, sempre mirando os seus olhos, parece que vai falar, começa com uma voz embargada:
- a pressa... por que vivemos com tanta pressa?.. De que nos valem tanta correria por segundos, tantos esmeros por instantes? Parece até que a nossa pressa tanta é medo de encontrarmos a vida. O senhor taí, ,de carrão importado, correndo sempre pra lá e pra cá, mesmo na calçada não respeita mais ninguém, blindou-se na carroceria prateada, armadura da sua individualidade, escondeu-se atrás do seu insul-film, a tua pressa lhe permite passar por cima de vidas, impor-se através do dinheiro, garante-lhe prioridade, grande engrenagem da sociedade... viver? Isto não é mais importante do que ter pressa, somar, somar, somar, isso sim importa pra vocês burguesinhos estúpidos... deveria ter pressa você para ajudar alguém que precise, deveria ter pressa para fazer uma boa ação, pressa para amar alguém ou pra ser amado, pressa para perdoar e sorrir... mas não... o nosso tempo está contaminado com o vírus da pressa pela gana, pela competição, devemos ganhar, ocupar o espaço na frente do outro, nem que para isso deva- se meter o carro em cima de qualquer pobre coitado, ...
Ele continuava falando, com uma erudição atípica aos moradores de rua e aquela lucidez e não mais o cheiro era o que incomodava agora o empresário. O desnorteio foi tão grande que nem burguês nem o mendigo perceberam que o atropelado não estava mais ali, na certa saíra andando com a ajuda de alguém, nem também o carro de polícia donde desembocavam dois PMs. Alarmados pela multidão que se aglomerava, viram aquele grande burburinho e não titubearam. Cada qual de um lado, alçaram o mendigo do chão e, aos solavancos o enfiaram dentro da caçamba da viatura, da janela gradeada era possível mirar aquele barbado rosto sujo e transtornado que certamente ainda esbravejava injúrias contra o capitalista. O camburão se afastou, as pessoas aos poucos se dispersaram - nada mais lhes interessavam ali, ainda restavam algumas moedas no chão que foram recolhidas pelo empresário antes de ele retornar a seu carro, sintonizar numa estação, ligar o seu automóvel e partir e voltar para o seu escritório e trabalho, submerso em nossa hipocrisia.

domingo, 18 de janeiro de 2009

post-ergado





MSN (ou Meu Saco Novo)
( Ana Alvarez/ MVML)
Encha de tesão o saco vazio.
Pois eu vou arranjar uns versos do nada.
pra cantar sentado ao meio fio...
sem pensar em rimas ou métricas
este é apenas um desafio
que eu não temo pelo ridículo
por não cumprir os tratos da estética,
mas eu temo ter que sentir frio
neste cubículo mal arejado
que tua cabeça pousa em carinho
quando tu pões teu corpo ao meu lado.

Sim eu sei meu bem , estamos sozinhos
E não há mesmo ninguém preocupado
Pois cada um sente seu próprio temor com frio
E no frio permanecem, acomodados

Mas somos obstinados
Essa é uma grande realidade!
E meia dúzia de versos mal delineados
Não quebram nossa imensa individualidade

Inda mais agora com esta tal virtualidade,
quanta maldade, quanta maldade!
sentimentos transformados em pílulas,
palavras postadas que exprimem felicidade,
quanta beleza conseguimos forjar,
Nesta imensa distancia entre eu e você
e assim fico sem dizer e vc sem entender,
a grande desordem em que se faz a linguagem

eu não te amo mas te quero.
Eu te amo mas não te quero
Eu não te chamo, eu berro
Eu clamo, eu erro.
Eu clamo, eu erro.